
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Castelo de Penas Róias
Elementos Históricos:
Pouco ou nada se sabe do passado desta povoação do concelho de Mogadouro. Pensa-se que terá tido fundação lusitana e que foi posteriormente ocupada por romanos e muçulmanos.
Quando a fortaleza romana caiu em poder dos cristãos, o rei de Leão doou-a à Ordem dos Templários, que se encarregou de a repovoar e defender, reedificando a fortaleza romana.
Durante o reinado de D. Sancho I, foi novamente repovoada a vila de Penas Róias, passando a concelho.
Mais tarde, em 1319, D. Dinis transferiu a povoação para a Ordem de Cristo, sendo provável que lhe tenha também mandado restaurar as muralhas e o castelo.
O castelo ergue-se a cerca de 80 metros da aldeia de Penas Róias, com acesso por caminho sinuoso e pedregoso que se situa a Este. único ponto que necessitaria de defesa mais cuidada.
A aldeia de Penas Róias possuía um sistema defensivo bastante humilde. Era constituído por uma cerca amuralhada com quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos) e uma torre quadrangular no centro da praça de armas, à qual se acedia por uma única porta, bem defendida.
Actualmente, apenas resta uma torre do que em tempos fora um importante castelo Templário.
Do monte onde se levantava o castelo e onde existem hoje restos de muros e cubos medievais, pode admirar-se a linda paisagem que, entre outras coisas, inclui a igreja de Azinhoso e, mais ao longe, Mogadouro.
Cronologia:
Pouco ou nada se sabe do passado desta povoação do concelho de Mogadouro. Pensa-se que terá tido fundação lusitana e que foi posteriormente ocupada por romanos e muçulmanos.
Quando a fortaleza romana caiu em poder dos cristãos, o rei de Leão doou-a à Ordem dos Templários, que se encarregou de a repovoar e defender, reedificando a fortaleza romana.
Durante o reinado de D. Sancho I, foi novamente repovoada a vila de Penas Róias, passando a concelho.
Mais tarde, em 1319, D. Dinis transferiu a povoação para a Ordem de Cristo, sendo provável que lhe tenha também mandado restaurar as muralhas e o castelo.
O castelo ergue-se a cerca de 80 metros da aldeia de Penas Róias, com acesso por caminho sinuoso e pedregoso que se situa a Este. único ponto que necessitaria de defesa mais cuidada.
A aldeia de Penas Róias possuía um sistema defensivo bastante humilde. Era constituído por uma cerca amuralhada com quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos) e uma torre quadrangular no centro da praça de armas, à qual se acedia por uma única porta, bem defendida.
Actualmente, apenas resta uma torre do que em tempos fora um importante castelo Templário.
Do monte onde se levantava o castelo e onde existem hoje restos de muros e cubos medievais, pode admirar-se a linda paisagem que, entre outras coisas, inclui a igreja de Azinhoso e, mais ao longe, Mogadouro.
Cronologia:
1166 - Início da construção do castelo de Penas Róias; a mando de Gualdim Pais, Mestre Geral dos Templários;
1258 - Inquirições de D. Afonso III sobre o local;
1272 - Concedido foral por D. Afonso III a Penas Róias e Mogadouro;
1273 - Nova concessão de foral a Penas Róias por parte de D. Afonso III;
1512 - D. Manuel dá Foral Novo;
1977 - Descobertos restos de colunas quando se lavrava a terra.
Tipo de Arquitectura:
O castelo de Penas Róias é uma fortaleza militar medieval que foi pertença dos Templários, mas que actualmente se resume a pouco mais que uma torre alcantilada, de planta quadrangular com 5 metros de lado, de aparelho simples à base de xisto quartzítico misturado com argamassa.
A cantaria predomina nas janelas existentes a sul e a este. A porta situa-se a oeste, a cerca de seis metros de altura, e é igualmente feita de cantaria. No lintel podemos observar a cruz pátea templária com a seguinte inscrição: “Gualdim Pais, mestre geral dos Templários, mandou fazer o castelo de Pena Roia, iniciando os trabalhos a 4 das Calendas de ... era de 1204 sendo freires assistentes frei João Francisco ...”.
A estrutura frágil da torre não permite o acesso à mesma. Perto dela existe uma pequena torre circular com uma base em talude de execução recente.
Relação histórica e cultural com castelos vizinhos:
Os Castelos aos quais o de Penas Róias está infimamente ligado é aos castelos de Algoso, Mogadouro e Miranda do Douro bem como, embora mais deslocado com o de Bragança, constituindo no seu conjunto o núcleo duro do Nordeste transmontano.
No castelo de Algoso residia o representante do rei que arrecadava os direitos reais em terra de Miranda e Penas Róias.
Castelo de Algoso
A antiga vila transmontana de Algoso foi sede de concelho até 1855, ano em que foi extinto e incorporado no município de Vimioso. No extremo sul da povoação ergueu-se o castelo, obra de Mendo Rufino dos finais do século XII, possivelmente ainda reinado de D. Afonso Henriques, embora alguns autores se inclinem mais para a sua construção, pelo mesmo Mendo Rufino, mas já no tempo de D. Sancho I, a quem de resto o patrocinador do reduto o ofereceu, recebendo a título de recompensa o senhorio de Vimioso. O pequeno castelo surge no alto do Monte da Penenciada, um cabeço penhascoso que se despenha quase a pique, a mais de 600 metros, sobre o Rio Angueira, que por sua vez vai confluir a oeste com o Maçãs. Quem segue pela estrada de Mogadouro para Vimioso não pode deixar de se impressionar quando, a meio caminho entre as duas localidades, topa com este castelo. Irresistível se torna, pois, a subida a Algoso, nos tempos medievais chamada Ulgoso e Ylgoso, de onde se desfruta de uma vista deslumbrante. Como deslumbrante é também o castelo, como já se disse de reduzidas dimensões, que fez parte de uma linha defensiva de antiquíssimos tempos com mais três fortificações: as do Milhão e de Santulhão, destruídas talvez pelos leoneses ainda durante os primeiros reinados portugueses, e a do Outeiro, hoje praticamente em completa ruína. O castelo de Algoso, construído à base de xisto quártzico e granito, é de planta rectangular, com entrada pelo lado norte por porta em arco pleno, defendida pelo que resta de um cubelo, já sem merlões. Surge então a pequena praça de armas, onde aparecem, tal como no exterior, panos de muralha em paralelo com a penedia, que em muitos pontos funciona como alicerce da cerca. Os dois primeiros destinavam-se à zona habitacional e o último à defesa. Ainda na época medieval, o Castelo de Algoso foi cedido, por D. Sancho II à Ordem do Hospital (depois Ordem de Malta), em 1226, e nele residiu o representante real das terras de Miranda e de Penas Róias, ambas ainda acasteladas nos tempos de hoje, se bem que nesta última localidade muito pouco resta da fortificação aí erguida. Já no século XVIII, mais concretamente em 1710, por alturas da invasão espanhola motivada pela Guerra dos Sete Anos, Algoso sofreu saques, tal como outras terras desta região. O principal alvo dos espanhóis foi Miranda do Douro, cuja fortaleza quase se viu reduzida a escombros na sequência de enorme explosão no paiol, mas as localidades da zona do Vimioso também não escaparam à fúria da nação vizinha. Algoso, no entanto, conseguiu resistir aos ataques e evitou a ocupação, apesar da sua guarnição, comandada por um alferes, ser pouco numerosa. Aquando das invasões francesas ficou célebre o nome de juiz de fora de Algoso, Jacinto de Oliveira Castelo Branco. Este magistrado, além de não acatar em 1808 as ordens de Junot, continuava a usar nos processos o nome de Sua Alteza Real, apesar de D. João VI já ter embarcado com a família para o Brasil e os franceses terem declarado abolida a dinastia de Bragança.
* In " Portugal Eterno", Tesouros do nosso património arquitectónico, suplemento do jornal "O Público".
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